Meu coração está exausto,
assim como meus olhos,
vermelhos,
cansados de chorar pela noite, escura,
em que passei em claro.
Tenho como fiel companheira as lágrimas
que caiem sobre meu travesseiro.
Procurou respostas aos meus questionamentos,
não as encontrou.
Sei que me doar não é errado,
a mente diz: ‘vai com calma’,
contudo o corpo pede alma.
Apesar de saber que sou forte,
reluto.
Temo passar outras tantas noites insones,
tentando entender o “inentendível”.
.

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Estou tentando aprender a diminuir o fluxo dos meus pensamentos. Re-armonizar a torrente de coisas: os detalhes, os momentos, as faíscas da vida. Até que, por fim, reascenda em mim a chama mágica de vida, em uma dança lenta, doce e rítmica. E vou assim, meio desengonçada, tentando dançar conforme a música – viver.
Aprendi, a cada respirar, ser grata pelos sussurros d’minha alma e a conexão que ela faz com sua vestimenta -meu corpo. Eu te perdoo. Eu me perdoo. Sinto-me, enfim, em paz.

Sinto que estou evoluindo ao ponto que a versão mais antiga de mim jamais pensaria ser possível. Tenho finalmente a compreensão de que algumas coisas e algumas pessoas simplesmente não são destinadas a mim e tudo bem enviá-las, amorosamente, ao seu caminho destinado.
É preciso passar mais tempo em minha própria companhia e compreender que quebrar o coração é algo que inevitavelmente vai acontecer. Mas, é possível sentir em meio a perdas, um profundo e inegável senso de esperança. É possível respirar e dizer a si mesma: – Eu sou merecedora. Porque de fato sou. É realmente possível parar tudo para refletir e perceber o quanto de trabalho ainda precisa ser feito dentro de mim para crescer ainda mais. Levantar-se para meus medos mais profundos, encarando-os de frente e sentir-me genuinamente grata.

Os Porquês

É preciso aceitar perder.
Você vai falhar e vai errar muitas vezes, tomar péssimas decisões e vagar por caminhos que não era nem para ter pisado.
Por mais difícil que seja de aceitar, uma hora você vai ter que lidar com o fato de que você vai fracassar.
É inevitável, uma hora vai dar merda.
Uma hora alguém vai te deixar no vácuo no WhatsApp. Uma hora não vai ter mais com quem conversar. Não vai ter com quem sair nem mesmo para encher a cara num bloquinho qualquer de carnaval.
Uma hora você vai sentir o peso da solidão enquanto está deitada na sua cama, com o colchão tomando as formas exatas do seu corpo.
Uma hora você vai se perguntar se seu telefone ainda funciona porque ele simplesmente não toca mais, e você nem gosta de falar ao telefone.
Você vai sentir que está enlouquecendo enquanto passa os dias trancada no seu quarto.
E talvez você esteja mesmo.
Sabe aquelas pessoas que tu tanto gostas? Elas vão te magoar muito. Vão te magoar de tal forma que você vai começar a se culpar sem motivo, por pura autossabotagem.
Mas, outras pessoas passarão pela sua vida e no fim das contas você vai compreender que nada aqui é permanente.
Cada uma dessas pessoas virá para te ensinar algo e você aprenderá mesmo que o processo de aprendizagem seja dolorido.
Você vai descobrir um dom em você de liberar o perdão para as pessoas.
Vai chegar uma hora, também, que você não vai entender mais nada do que está acontecendo na sua vida. Você vai gritar perguntando aos céus “POR QUE EU?!” enquanto o mundo despenda sobre seus largos, porém frágeis ombros, de nadadora.
Você vai sentir a vida te desafiar a sair dessa em tom de deboche. Ela vai te cobrar muito enquanto caçoa de ti porque sabe que você se perdeu e perdeu o seu porquê.
Mas, enquanto a felicidade foi dar uma volta, que tal aproveitar o momento para autorreflexão? É tempo de desenvolver agora o dom do autoperdão.
Construa você mesma seus novos porquês, acentuados, separados ou juntos, tanto faz… Afinal de contas, você é escritora da sua própria história.

Não se perca

Às vezes me diminuo tanto tentando agradar as pessoas, como um bulímico que enfia o dedo na garganta para vomitar e caber nas roupas que queria. Prefiro moldar meu jeito de ser ao jeito do outro do que perder alguém. Porque me é insuportável a ideia de solidão. De repente parece que tenho seis anos de idade de novo e não sei aceitar perder. E, no medo de perder, eu me perco.
Quando as pessoas partem da minha vida, sempre acho que estou perdendo um diamante lapidado. Mas, não é hora de fazer birra. As pessoas se vão e está tudo bem ficar triste às vezes, é compreensível. Só não se esquece que relações humanas são faca de dois gumes – há ganhos e perdas para ambos. Quando as pessoas vão em bora, elas também perdem algo. Ou você realmente acha que vai topar com outro alguém, exatamente como eu, que é viciada em séries, sente tesão em paleta de cores, vê poesia em tudo, realmente ama o gosto amargo da cerveja e mistura Traquinas com Fandangos porque o gosto é tão estranho que isso distrai os pensamentos e acaba com a crise de ansiedade? Não, não vai. Lamento dizer, mas eu sou uma versão única e exclusiva de mim.
O mundo está repleto de outras 7 bilhões de pessoas com versões únicas de si e algumas, naturalmente, não vão estar na mesma sintonia que nós. Não vale à pena sofrer por isso. Valorize o diamante lapidado que você é, e não se perca!
– Lívia Cout
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